Arquivos com a tag "Cinema"

novembro 15, 2009


Sobrenatural

Domingo é domingo para todos. Alguns amam e outros odeiam. Eu, particularmente sou bipolar no sentido, domingo. Geralmente são agradáveis, daí quando vai beirando a noite bate aquela cara de realidade, de que mais um final de semana em que você descansa e esquece de trabalho vai acabar.

Domingo pra mim tem cheiro de lasanha ou qualquer outra comida mais elaborada, diferente das que faço no decorrer da semana, é dia também que tenho mais probabilidade de passar uma tarde inteira pregado em frente a televisão vendo filmes. Hoje foi dia de terror, horror, suspense, filme de medinho, seja lá como denominam. Me caguei, com esse Paranormal Activity e entendi o quê de sua febre nos EUA. O filme segue a mesma fórmula do The Blair Witch Project (1999), porém me deixou na mesma vibe, arrepios e medo.

Não vou dizer aqui que isso é baboseira, que não acredito e pá. Prefiro achar que não acredito, prefiro que essas coisas fiquem bem longe de mim, assim como existe o bem, existe o mal. Enfim, não vou dar uma de Padre Quevedo aqui de maneira alguma, apenas dizer que se gostaram da Bruxa de Blair, assistam Paranormal Activity, é tão assustadoramente legal quanto.

setembro 17, 2009


eeny, meeny, miny, moe. catch the tiger by his toe.

Kung-fu Pow foi um dos besteróis mais legais que assisti em 10 anos e lembrei dessa frasezinha agora, para começar o post. São exatamente 13:02 e eu nessa solidão agencial, morto de fome, mas na expectativa de terminar logo o site para a 5º Mostra de Cinema que rola aqui em Vitória da Conquista. Serão seis dias de exibição de filmes curtas, longa-metragens e vídeos, além de oficinas e cursos. Para quem viveu anos num lugar em que nunca acontece nada e que também nunca participou de eventos como este, a mostra será uma grande pedida e oportunidade para me afogar num universo que curto bastante.

Mas mudando de pau para cacete, o site da mostra está ficando bem legal, não foi aprovada a paleta de cores exatamente como queria, mas poderia ser bem pior. A diagramação ficou perfeita, claro, contando com as dicas da Adelle e sua experiência em arquitetura de informação e a aprovação de alguns amigos que trabalham em empresas que ninguém conhece como o portal Terra e a super Agência Click. Navegação modular, links claros e acessíveis, utilizando a plataforma wordpress a qual consigo fazer milagres e que meu chefe odeia, pois acha bastante confusa, mas dane-se, eu adoro simplesmente por ter causado uma revolução na minha vida e pela questão de estar bastante familiarizado com tudo, por ser versátil, “fácil”, gratuito e dispensa elogios. Logo posto aqui o link para, caso alguém leia o post, acessar o site, ok?

É isso, perdi exatamente 13 minutos para escrever esse post, agora é hora de voltar ao trabalho. E o telefone toca e eu não atendo, hahahaha.

setembro 8, 2009


ô cride, fala pra mãe…

A programação da TV brasileira na minha opinião e creio também, na de várias outras pessoas, é um poço de merda. Tudo bem que pode vir até ser um exagero, existem programas distribuídos que acabam salvando a grade de algumas emissoras, mas não há nada, ou quase nada na tv hoje em dia que me faça prender ou adiar qualquer compromisso para fixar-me em frente a ela. Claro, eu assito No Limite, eu vejo Caras e Bocas quando chego do trabalho, assisto Caminho das Índias e durmo com o Jô, óbvio, eu detesto isso.

Quando eu morava com meus pais e gozava de uma vida de mordomias e dentre elas, uma televisão com parabólica, eu tinha acesso a outras emissoras que possuiam uma programação mais diversificada, fugindo dos padrões de entretenimento mais comerciais e apelando para o caráter cultural. Programações especiais como a da TV Cultura de São Paulo, onde volta e meia exibiam mostras fantásticas de cinema independente, com obras de países como Alemanha, Argentina, Espanha, França, Itália, que para mim são mais emocionantes e viscerais que os enlatados hollywoodianos. A “Revista do Cinema Brasileiro” apresentado por Júlia Lemmertz, que dava um zoom sobre a produção do cinema no Brasil, as estréias, as produções e entrevistas. “Vitrine” com Sabrina Parlatore, também com reportagens sobre cinema, além de teatro, bastidores da televisão, cultura urbana, moda e tudo do mundinho do entretenimento. “Provocações” com Abujamra e inúmeros outros programas.

O Futura, canal das organizações Globo, mas que mantém uma programação mais voltada para a educação, possui programas que falam de ciência, ecologia, sustentabilidade, empreendedorismo, história e filmes possuindo alguma conotação educativa, que são debatidos nos intervalos. Enfim, um conteúdo riquíssimo que fazia uma grande diferença nas minhas tardes tediosas de domingo.

Regina Casé é a apresentadora de “Um Pé de Quê?”. Fantástico e inteligente, o programa conta através de um determinado tipo de árvore, a história de pessoas, povos, lugares ou épocas, dando dimensões enormes ao fato daquela árvore ter pertencido ou contribuído para a história de alguém ou alguma coisa.
Num dos episódios fala-se sobre a história da Maconha, uma ótima produção em que a Cannabis Sativa é tratada sobre outro ponto de vista, desde seu descobrimento, utilização e sua criminalização. Dividido em três partes, você conferir esta edição do programa logo abaixo.

Pois é, sempre salvo pela internet, onde mesmo sem parabólica ou tv por assinatura, a gente tem um mudo de oportunidades e meios de se entreter. Basta ser curioso e não se render tão fácil a programação fajuta e de baixa qualidade, as quais estamos suscetíveis todos os dias. Hare Baba!

setembro 7, 2009


I wanna be Valentin

valentin04

Não lembro dos meus 8 anos de idade, se vier alguma memória vaga desta época,  não tenho estruturas para reconhecer ao certo a relação entre datas, pois a memória não associa. Mas aos oito eu estava anos luz de ser como o Valetin. Não era loquaz, nem tão astuto e ao crescer  meu sonho não era ser astronauta, e sim a coisa mais comum entre todas as crianças daquela época, ser médico.

Eu queria ser Valentin, ter vivido na década de 60, absorvido todo aquele ‘boom’ cultural, o melhor rock, as melhores drogas, as revoluções, peace and love. Minha alma é velha!

Se pudesse ter a oportunidade de me pontuar nessa época e escolher um lugar pra cair, claro, que não seria o Brasil, muito menos Buenos Aires. Queria Woodstock, CBGB’s, Ramones, Andy Warhol, o Punk, o Pós-Punk, a Psicodelia Floydiana, Janis, Zeppelins, Morrisson…

Quero ser Valentin.