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dezembro 16, 2009


temnso

Ai, ai… os últimos dias têm sido daqueles para você parar e repensar muitas coisas. Desde os problemas com o aquecimento global, até o resultado com a lipoescultura da Geisy. Tempo de pensar em causa e consequência, em possibilidades, em mudanças, em coisas que valem ou não a pena. Têm sido dias que servirão de referência para futuras decisões, dias em que mais para frente, quando baixar poeira, se possa avaliar e filtrar os graus de tudo.

Só espero que tudo se ajeite. Que o ano novo, seja, realmente, novo.
Ansioso por 2010.

outubro 12, 2009


saudade caaporeãa

Longe de casa, longe da vida viciante de antes. Das passarelas noturnas, do caís, do lago. Lembro do recanto com uma certa saudade, mas sem querer mais viver tanto assim aquele perigo de antes. Um risco sob controle de noites desenfreadas. Mas saudade boa era aquelas quando todos se juntavam num quarto quente, um quarto sauna de domingos que prosperavam uma saída básica pelas ruas que percorríamos, tão diferentes, mas que acabávamos pintando-as ao nosso jeito e fazendo delas, familiares.

Cada canto era nosso, nosso mundo impenetrável que por muitos tentava-se penetrar, alguns conseguiam, mas éramos fortes anti-corpos, que se não adequevam, expulsávamos.

Caapora de bares, de campos, de quadras, de matos, de marias. Entre conversas, entre risos, brigas, porres, discordâncias, concordâncias, saudades e viagens, éramos elos, somos elos. De uma época nossa, particularmente nossa. Nunca fomos politicamente corretos, nunca escapávamos de polêmicas, sempre subversivos, controversos, radicais de direita. Uns lá, outros cá, espalhados, em bando, em prática. Sonhos sendo construídos, alguns muros erguidos, saudade batendo sempre e desejo de poder voltar tudinho, daquele ponto onde todos se descobriram, onde descobriram-se todos.

No jardim, numa academia. Sempre com vinho e baixaria. Fumaças densas e viajantes, amores escondidos, paixões reveladas, desejos, sexo a três.

Eis que escrevemos nossa história ou parte dela juntos. Eis que ainda há muito o que fazer, falar, viver. Muito que até nossa velhice permitirá, sem limites, sem restrições. Afinal, saudade não envelhece, fica acesa. E nossa alma sempre será plena.

Saudades Caaporeña.